28 Set, 2008
Valente afirma que saúde não é mercadoria e garante transparência revelando doadores de campanha
Segundo Valente é preciso implementar o SUS e acabar com o repasse de recursos públicos à iniciativa privada; no 3º bloco ele também falou sobre financiamento de campanha, reafirmando que sua candidatura só recebe dinheiro de pessoas físicas para manter independência política e econômica
da Redação do site www.ivanvalente50.com.br
Na abertura do 3º Bloco do debate da TV Record, realizado entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, o candidato Ivan Valente foi questionado pela jornalista Cristina Lemos, que perguntou o que muda de fato em São Paulo, com a proposta de implementação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ivan Valente iniciou sua fala denunciando o fato de o sistema de saúde municipal ter passado por um processo de desmonte nas últimas gestões. Segundo Valente, é preciso implementar o próprio SUS, tendo em vista que, as últimas administrações privatizaram o sistema de saúde, transferindo recursos públicos à iniciativa privada.
“É um atentado aos direitos à saúde pública em São Paulo. Rigorosamente, a parceria com empresas devem ser feitas de forma complementar, para pesquisa e atendimento de complexidade, e não para transferir recursos públicos para iniciativa privada”, disse Valente.
O sistema de saúde pública precisa ser assumido pela municipalidade. Segundo o candidato da coligação Alternativa de Esquerda para São Paulo, vários hospitais estão superlotados, e ao invés de se procurar soluções para melhor atender ao cidadão, o que se faz é transferir recursos para iniciativa privada.
Na réplica Paulo Maluf – escolhido pela jornalista para comentar a resposta de Valente – comparou o plano de saúde privado, bancados pelas empresas para atender aos funcionários, ao seu projeto de transferência de recursos a iniciativa privada o PAS. E interpelou Valente, afirmando que ele não teria experiências em administrações para falar como se deve ou não administrar São Paulo.
“Você não pode usar a sua experiência para fazer o mal para a população. Saúde não é negócio, não é mercadoria. O que foi feito na sua gestão, foi deixar milhares de médicos encostados nas secretarias de transporte e educação, esperando até chegar o governo Pitta para poder volta ao trabalho”, concluiu Valente.
Financiamento
Ainda no 3º Bloco, Ivan Valente, foi escolhido para comentar a resposta de Renato Reichman (PMN) sobre financiamento de campanha. A jornalista Adriana Araújo perguntou de onde vai sai o dinheiro que financia a campanha dele. Na sua resposta, Reichman disse que mais importante do que falar de onde sai o dinheiro é dizer o que se faz com ele.
No comentário Valente, aproveitou para reafirmar que sua candidatura foi a única que explicitou os doadores de campanha, antes das eleições, e independentemente do prazo previsto pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER). Valente aproveitou para citar a campanha feita pelo programa CBN São Paulo, da Rádio CBN, de questionar os candidatos sobre os doadores de campanha.
“Quero deixar claro, mais uma vez, que quem financia nossa campanha são professores e intelectuais de esquerda, com Mauricio Segall, Celso Antônio Bandeira de Melo, entre outros. E que nossa campanha só recebe dinheiro de pessoas físicas. Não recebemos dinheiro de bancos ou de empreiteiras. Pois entendemos que o financiamento privado de campanha gera dependência econômica e política”, conclui Valente.
Candidatos no 3º Bloco do Debate da TV Record