Arquivo da categoria ‘financiamento de campanha’

Segundo Valente é preciso implementar o SUS e acabar com o repasse de recursos públicos à iniciativa privada; no 3º bloco ele também falou sobre financiamento de campanha, reafirmando que sua candidatura só recebe dinheiro de pessoas físicas para manter independência política e econômica

da Redação do site www.ivanvalente50.com.br

Na abertura do 3º Bloco do debate da TV Record, realizado entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, o candidato Ivan Valente foi questionado pela jornalista Cristina Lemos, que perguntou o que muda de fato em São Paulo, com a proposta de implementação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ivan Valente iniciou sua fala denunciando o fato de o sistema de saúde municipal ter passado por um processo de desmonte nas últimas gestões. Segundo Valente, é preciso implementar o próprio SUS, tendo em vista que, as últimas administrações privatizaram o sistema de saúde, transferindo recursos públicos à iniciativa privada.

“É um atentado aos direitos à saúde pública em São Paulo. Rigorosamente, a parceria com empresas devem ser feitas de forma complementar, para pesquisa e atendimento de complexidade, e não para transferir recursos públicos para iniciativa privada”, disse Valente.

O sistema de saúde pública precisa ser assumido pela municipalidade. Segundo o candidato da coligação Alternativa de Esquerda para São Paulo, vários hospitais estão superlotados, e ao invés de se procurar soluções para melhor atender ao cidadão, o que se faz é transferir recursos para iniciativa privada.

Na réplica Paulo Maluf – escolhido pela jornalista para comentar a resposta de Valente – comparou o plano de saúde privado, bancados pelas empresas para atender aos funcionários, ao seu projeto de transferência de recursos a iniciativa privada o PAS. E interpelou Valente, afirmando que ele não teria experiências em administrações para falar como se deve ou não administrar São Paulo.

“Você não pode usar a sua experiência para fazer o mal para a população. Saúde não é negócio, não é mercadoria. O que foi feito na sua gestão, foi deixar milhares de médicos encostados nas secretarias de transporte e educação, esperando até chegar o governo Pitta para poder volta ao trabalho”, concluiu Valente.

Financiamento

Ainda no 3º Bloco, Ivan Valente, foi escolhido para comentar a resposta de Renato Reichman (PMN) sobre financiamento de campanha. A jornalista Adriana Araújo perguntou de onde vai sai o dinheiro que financia a campanha dele. Na sua resposta, Reichman disse que mais importante do que falar de onde sai o dinheiro é dizer o que se faz com ele.

No comentário Valente, aproveitou para reafirmar que sua candidatura foi a única que explicitou os doadores de campanha, antes das eleições, e independentemente do prazo previsto pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER). Valente aproveitou para citar a campanha feita pelo programa CBN São Paulo, da Rádio CBN, de questionar os candidatos sobre os doadores de campanha.

“Quero deixar claro, mais uma vez, que quem financia nossa campanha são professores e intelectuais de esquerda, com Mauricio Segall, Celso Antônio Bandeira de Melo, entre outros. E que nossa campanha só recebe dinheiro de pessoas físicas. Não recebemos dinheiro de bancos ou de empreiteiras. Pois entendemos que o financiamento privado de campanha gera dependência econômica e política”, conclui Valente.

DSC04183 menor - DSC04183 menor

Candidatos no 3º Bloco do Debate da TV Record

Ivan Valente saudou os expectadores do debate entre candidatos a prefeito da Rede Record afirmando que tem a independência necessária para propor um projeto diferente para a cidade

O candidato a prefeito da cidade de São Paulo, Ivan Valente, da coligação Alternativa de Esquerda para São Paulo (PSOL/PSTU), saudou os expectadores do debate entre candidatos realizado peloa TV Record, afirmando que tem a independência necessária para propor um projeto diferente para a cidade.

“Este debate é crucial para mostrar as diferencas entre todos os candidatos. Aqui, estamos em pé de igualdade. As propostas dos candidatos são muito iguais, e nós queremos apresentar uma proposta diferente, a exermplo do que foi a candidatura a presidente de Heloisa Helena em 2006. Temos independêcia política para enfrentar os interesses dos poderosos e fazer as mudancas de que São Paulo precisa”.

Valente fez a afirmação no bloco inicial do debate.

Mais importante que as propostas é dizer com “quem” e “como” cada candidato pretende governar.

Ivan Valente não tem se furtado a dizer isso durante a campanha eleitoral.

Todos sabem com quem o PSOL governará. Desde o primeiro dia Ivan tem defendido o financiamento público exclusivo de campanha e a fixação de um teto máximo de gastos. Afinal de contas, o financiamento privado se tornou uma porta para a corrupção no processo eleitoral.

Outro tema sumido destas eleições é como se governará. Ivan Valente tem defendido que governar é fazer escolhas. E só se pode escolher estimulando todas as formas de participação e construção do poder popular.

Nos últimos anos, com a guinada conservadora do petismo, a participação popular saiu do vocabulário. Em muitos lugares o orçamento participativo se converteu num eficiente mecanismo de gestão da pobreza. O povo participa, mas só se for para decidir sobre fatias minúsculas do orçamento.

Enquanto isso, os banqueiros agradecem, pois têm uma fatia de 4,5% do PIB reservado religiosamente através do superávit primário.

Um projeto de esquerda governa com o povo e não se apresenta como um “fazedor de obras” ou “promotor de milagres”.

Para fazer escolhas é preciso escolher o lado do povo.

admin

Campanhas milionárias

Matéria publicada hoje pela Folha Online aponta a arrecadação e os gastos até aqui dos candidatos a prefeito de SP, com exceção de Kassab que não informou o montante arrecado e o TSE ainda não disponibilizou os dados.

Sem os dados da campanha Kassab, Marta é a campeã de arrecadação, seguida de perto por Alckmin. R$ 4.632.277,49 contra 4.165.639,27. É a velha história que se repete. Campanhas milionárias, contribuição de grandes empresas, bancos e construtoras. Como a campanha Ivan Valente prefeito vem denunciando desde o início da disputa eleitoral, reside aí a forma das grandes corporações controlar o destino da cidade e impor seus interesses.

É daí também que vêm as grandes desigualdades de recursos na campanha eleitoral, o que permite que alguns candidatos contratem um verdadeiro exército de cabos eleitorais, gastem milhões com marqueteiros e superproduções de TV. É por isso que o PSOL defende financiamento público de campanha e um teto de gastos igual para todos os candidatos.

Outro problema é que apesar dos candidatos serem obrigados a prestar informações à Justiça Eleitoral do montante arrecadado e dos gastos no decorrer das eleições, não são obrigados a informar quem foram os doadores e onde o dinheiro foi gasto. Isto só acontece depois das eleições, na prestação final de contas, quando os eleitores já votaram. Ou seja, quando não adianta mais.
Veja abaixo a matéria publicada na Folha Online:

Marta arrecada mais do que Alckmin na disputa pela Prefeitura de SP

Folha Online

O candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, ex-governador Geraldo Alckmin, recebeu menos doações de campanha do que a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), que também disputa a prefeitura. Até a publicação desta reportagem, a assessoria do prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), não havia informado à Folha Online o montante arrecadado –o site do TSE ainda não colocou à disposição os dados do democrata.
Até o último dia 6 de setembro, Alckmin informou à Justiça Eleitoral a arrecadação de R$ 4.165.639,27, contra R$ 4.632.277,49 da petista. O tucano gastou todo valor recebido, contra R$ 4.487.342,83. gastos pela ex-prefeita.
Além de Kassab, a arrecadação dos candidatos Edmilson Silva Costa (PCB) e Anaí Caproni (PCO) também não estavam disponíveis no site do tribunal, que informou que os dados ainda estão sendo fechados.
A vereadora e candidata a prefeita pelo PPS, Soninha Francine, informou arrecadação de R$ 226.711,39 frente aos gastos de R$ 174.917,80. Ivan Valente (PSOL) recebeu R$ 90.370 em arrecadação e gastou na campanha R$ 70.036,50.
Os que menos arrecadaram até agora foram Levy Fidelix (PRTB), Renato Reichmann (PMN) e Ciro Moura. O primeiro arrecadou R$ 10,700 e gastou R$ 12.106,10. O segundo recebeu R$ 6.875 em forma de arrecadação e gastou R$ 6.775. Já Moura amealhou R$ 5.800 e gastou bem menos: R$ 1.049,50.

Folha Online - 8/9/08

O PT entrou com uma representação contra uma das inserções do PSOL na propaganda eleitoral de TV. Na peça, veja abaixo, o PSOL questiona o financiamento privado das campanhas, o modelo tradicional de receber de bancos e empreiteiras que continua sendo usado pela maioria dos partidos. (veja matéria publicada na Folha de S. Paulo de hoje: Doações “ocultas” somam 72% da verba de candidatos em SP .
Veja o vídeo que o PT quer tirar do ar.

Um ato bem humorado, realizado pelo PSOL e pela campanha Ivan Valente denunciou o financiamento privado das campanhas, o dinheiro que vem dos banqueiros e das empreiteiras e depois é cobrado em dobro dos governantes.

Saiu a primeira parcial da prestação de contas dos candidatos.

Kassab arrecadou R$ 6 milhões, Alckmin R$ 769 mil e Marta se recusou a informar ao jornal.

A campanha Ivan Valente arrecadou 54 mil em julho. Os recursos foram doados somente por pessoas físicas.

Seria esclarecedor saber quem são os principais doadores dos demais candidatos. Nas últimas eleições, só depois do fechamento das urnas o dado se tornou público.

Para refrescar a memória, somente a Vale do Rio Doce gastou R$ 5,3 milhões financiando campanhas de 46 deputados eleitos. Os bancos, seguido das empreiteiras, foram os maiores doadores de campanha em 2006. E doaram de forma igualitária para Lula e Alckmin.

Infelizmente, os dados só se tornaram públicos depois.

A campanha Ivan Valente tem desafiado as demais candidaturas a firmar um pacto de não aceitação de recursos de banqueiros, empreiteiras e empresas nestas eleições.

Ainda não obtivemos resposta.

Coletivo de Campanha

“Conspiração do silêncio”

O editorial da Folha com o título “Mais dos mesmos” (02/08/2008), afirma que o cidadão paulistano teria dificuldades em escolher seu candidato depois do debate da Band. A dificuldade que o jornal ressalta não é o despreparo, mas o excesso de “preparo”, ou seja, o”desfilar fluente de estatísticas” diante da absoluta semelhança de projetos.

O editorial também aponta uma “conspiração do silêncio”, notadamente na questão do financiamento de campanha.

Como já afirmamos nesse blog há uma falsa polarização entre os partidos tradicionais na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Como os projetos são semelhantes, os candidatos e seus marketeiros se esforçam em estabelecer diferenciações. Daí se necessita ressaltar as “atitudes” e as características pessoais, criando personagens que encerradas as eleições desaparecerão para dar lugar ao prefeito real.

A candidatura Ivan Valente foi a única que não caiu no “lenga lenga” das estatísticas. Apresentamos propostas e mostramos que para fazer mudanças iremos contrariar interesses que privatizam a cidade. Governar é fazer escolhas.

Para fazer escolhas, porém, é preciso ter a possibilidade de fazê-las. É por isso que temos insistido no financiamento público de campanha. E temos desafiado os demais candidatos a fazer um pacto de não aceitar financiamento privado, uma das raízes da corrupção no sistema eleitoral brasileiro, como mostram os recentes escândalos.

Se os grandes jornais não estivessem tão preocupados em ouvir apenas os mesmos candidatos de sempre, saberiam que o único a tratar do tema foi a candidatura Ivan Valente. Faz mais de vinte dias que Ivan tem falado sobre isso. E aí sim impera uma “conspiração do silêncio”. O candidato Alckmin, por exemplo, apesar de sua aparente segurança não disse uma linha sobre quem financiará sua campanha.

Nem ele, nem os demais candidatos.

Coletivo de Campanha

Máquinas eleitorais e financiamento de campanha

É fato que as campanhas se tornaram extremamente profissionalizadas. Mas, quando isso vem à tona demonstra o quão parecido ficaram os partidos tradicionais.

Reportagem assinala que o PSDB investirá em “militância” nestas eleições. A militância vai entre aspas na matéria, dado o fato de ser o velho “cabo eleitoral” pago. Alckmin contrata cabo eleitoral para atuar em reduto do PT

Os tetos são ainda mais vultosos. Marta e Alckmin fixaram em 25 milhões os gastos de campanha. Isso sem falar na estrutura das candidaturas proporcionais que chegam, muitas vezes, a cifras exorbitantes.

O peso do poder econômico se tornou determinante nos processos eleitorais. O gasto dos candidatos e a prestação de contas deveriam ter a máxima exposição possível, pois fica claro que uma campanha milionária não tem boas consequências para o interesse público.

Por isso o financiamento público e a proibição do financiamento privado já seria uma boa medida de contenção dessa tendência anti-democrática. Antes disso, porém, os partidos deviam dar o exemplo.

Nossa candidatura lançou o desafio da fixação de um teto máximo de campanha e a proposta para que os demais candidatos recusem o financiamento de bancos, empreiteiras e empresas privadas. Todos se calaram.

É hora de atacar pela raiz a verdadeira causa da corrupção. E para isso é preciso coragem.