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Coletivo de Campanha

Por que o arroz com feijão está caro?

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Militância do PSOL em ato contra a alta dos alimentos: arroz e feijão na mesa de todos

Quem passou pela avenida Paulista presenciou um ato bem humorado de protesto contra a alta de alimentos. Apoiadores da campanha Ivan Valente prefeito passavam em meio às faixas e deixavam saquinhos de feijão e arroz nos retrovisores dos automóveis. Quando o semáforo abria recolhiam os saquinhos.

A forma criativa da atividade tinha um objetivo: chamar a atenção para um tema que nenhum dos candidatos tem discutido a sério nesta campanha.

Neste ano, os alimentos foram os principais responsáveis pelo aumento do preço da cesta básica da população. O feijão e o arroz, pratos obrigatórios na mesa dos brasileiros, lideraram a alta.

A explicação é simples. De 2000 a 2007/2008, a área de cultivo da soja, campeã das nossas exportações, aumentou de 13 para 21 milhões de hectares. A cana de açúcar também cresceu: saltou de 4,5 milhões para 7 milhões de hectares em 2007. No país em que o presidente chama os usineiros de heróis nacionais, o preço é alto: 77 novas usinas foram construídas para produzir etanol e escoar o produto para as exportações.

Com a produção voltada para o agronegócio é evidente que alguém teria que pagar o pato. E a vítima foi o feijão e o arroz cujos preços dispararam nos últimos anos. O feijão é o vilão?

O impacto dessa política para os mais pobres é evidente. Quem vai aos supermercados sabe que o salário chega ao fim antes do mês terminar.

A campanha São Paulo é Valente saiu às ruas para conversar e ouvir a população sobre a alta de preços dos alimentos. E pelas manifestações de indignação e atenção dos motoristas e pedestres os paulistanos estão atentos ao assunto.

Relevância que não aparece nesta campanha. Este é um debate que as candidaturas e os partidos tradicionais não enfrentam porque já fizeram suas escolhas. A candidatura Ivan Valente tem lado nessa história: alimento é um direito e não pode se tratado como mercadoria.

Veja repercussão da atividade:

Campanha de Ivan Valente faz ato em SP contra aumento dos preços dos alimentos

Clique e veja o panfleto

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Mari Almeida, candidata a vereadora do PSOL, conversa com motorista sobre a atividade

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Apoiadores da campanha colocam saquinhos de feijão em retrovisores

Coletivo de Campanha

O feijão é o vilão?

O amigo que for ao supermercado tomará um susto. O vilão da vez é o feijão. O preço do companheiro da mesa diária do brasileiro aumentou quase 2 vezes e meia de 2001 a 2008. No período o feijão aumentou 248,4% enquanto a inflação foi de 69,4%.

Assim, o trabalhador(a) e a dona de casa não poderão mais saborear com frequência uma suculenta feijoada. Mas, qual a explicação para esse aumento dos preços de um alimento que é o símbolo da alimentação dos brasileiros?

O modelo econômico do governo Lula começa a se fazer sentir na mesa do povo mais pobre. Os biocombustíveis levam o Brasil a dirigir seus esforços agrícolas prioritariamente para fora. E as terras são utilizadas para isso. Comida barata na mesa do povão deixa de ser prioridade.

Quem paga o pato é o brasileiro mais pobre que é obrigado a lembrar do antigo samba: “de que me serve um saco cheio de dinheiro pra comprar um quilo de feijão”.