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Ivan Valente, da coligação Alternativa de Esquerda para São Paulo, falou sobre a dívida pública de São Paulo, que hoje consome R$ 2,3 bilhões de reais em pagamento de juros e amortizações, 13% do orçamento municipal, e disse que vai cobrar a dívida ativa dos maiores devedores.

Durante o 2º Bloco do Debate da Band, realizado nesta quinta-feira, dia 11, o candidato Ivan Valente, da coligação Alternativa de Esquerda para São Paulo, falou sobre a dívida pública de São Paulo, que hoje consome R$ 2,3 bilhões anuais em pagamento de juros e amortizações - cerca de 13% do orçamento municipal - e disse que vai cobrar a dívida ativa dos maiores devedores da cidade.

Dirigindo-se ao candidato Ciro Moura (PTC), único candidato ainda não perguntado até o momento, Valente perguntou o que fazer com a dívida. Após reposta inconclusa do candidato do PTC, Valente usou sua réplica para explicar o que pretende fazer com a dívida do município. “Todos os prefeitos pagaram religiosamente a divida pública. Ninguém teve coragem de enfrentar esse problema. Vamos suspender o pagamento da dívida, auditá-la e renegociá-la. Com esse dinheiro, que vai para o bolso dos banqueiros, nós podemos construir 10 quilômetros de metrô, 60 mil casas populares ou 100 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus”, explicou.

O assunto da divida pública se manteve na pauta do debate na seqüência, quando o candidato da coligação Tostão Contra o Milhão perguntou ao candidato Ivan Valente. “O assunto dívida pública é muito sério”, iniciou Valente. “Todo mundo promete e depois não faz. Ninguém vai dizer de onde vai sair o dinheiro. Essa é uma dívida ilegal, ilegítima e imoral. Temos que submeter esse debate à população”, afirmou Valente.

Segundo Valente, os candidatos fogem das questões polêmicas. “Nenhum dos candidatos tem coragem de falar em certos temas, como fazer o IPTU progressivo, taxando mais quem pode pagar mais. Isso é fazer justiça fiscal, e, conseqüentemente, justiça social”, disse.

No mesmo bloco, Valente voltou a afirmar que educação, saúde e mobilidades são direitos do cidadão e, portanto, devem ser garantidos pelo Estado. “Universalizar a educação pública, gratuita e de qualidade é uma obrigação. O que assistimos dos gestores anteriores é que a saúde vem sendo privatizada e o transporte, entregue à sanha das empresas de transporte”, disse. “Nossa proposta é fazer redistribuição de renda e universalizar direitos e não fazer marketagem política”, afirmou.

Valente também disse de onde sairão os recursos para investir nesses setores prioritários. Segundo ele, além de renegociar o pagamento da dívida pública, é preciso cobrar a dívida ativa do município, calculada em R$ 28 bilhões. “Os 50 maiores devedores devem muito mais dinheiro. E por que ninguém cobra? Porque os mesmos devedores foram financiadores de campanha”, concluiu.