27 Ago, 2008
Fala Periferia, 50! O rap do PSOL
O PSOL estreou ontem com a campanha Ivan Valente 50 na TV e rádio. Na terça, foi ao ar o nosso programa de vereadores, assim como hoje. Apesar do pouco tempo, em comparação aos outros partidos, alguns com um verdadeiro latifúndio eletrônico, o PSOL já começa a fazer a diferença e a tocar em assuntos que com certeza ninguém mais vai falar, como o financiamento privado de campanha. Aliás, a campanha Marta já entrou com uma representação tentando impedir uma de nossas peças, justamente a que fala do financiamento dos bancos e das empreiteiras para os candidatos. Saiba mais: Justiça nega pedido do PT contra propaganda do PSOL.
Veja abaixo as inserções e o programa de estréia do PSOL na TV e não deixe de comentar o que você achou dos nossos programas…
Primeiro Programa: Apresentação da candidatura Ivan Valente prefeito 50
A desigualdade social em São Paulo e a necessidade de um prefeito que não seja mais um gerente para administrar o mesmo projeto
Inserção sobre Financiamento de Campanha. Este é o vídeo que a campanha da Marta quer tirar do ar
Inserção sobre a prioridade de governo. Qual deve ser a prioridade do governo? Investimento nas áreas sociais ou continuar atendendo os interesses dos banqueiros?
Inserção: candidatos que estão à venda.
Inserção: Ivan Valente não tem comparação
Marta pede censura contra propaganda de Ivan Valente
A coligação entrou nesta terça-feira com pedido de liminar contra propaganda que trata do financiamento de campanha. Juíza eleitoral negou o pedido.
A candidata Marta Suplicy e a coligação “Uma Nova Atitude para São Paulo” entraram nesta terça-feira, dia 19, com uma representação eleitoral com pedido de liminar pedindo a censura de um dos programas eleitorais da candidatura de Ivan Valente à Prefeitura. A propaganda em questão trata do tema do financiamento privado das campanhas.
Na representação, apresentada à 1a Zona Eleitoral de São Paulo, Marta pede que a peça publicitária seja impedida de ir novamente ao ar. A argumentação dos advogados da coligação da candidata é a de que a propaganda atinge a honra e o decoro de Marta, e “passa a sensação de que toda a campanha eleitoral de Marta Suplicy seria patrocinada por empreiteiras”.
A juíza eleitoral Dra. Maria Silvia Gomes Sterman negou o pedido, afirmando que “a concessão de liminar é medida excepcional, que só se justifica em casos extremos, hipótese ausente no caso concreto”. A coligação “Alternativa de Esquerda para São Paulo - PSOL/PSTU” tem 48 horas para apresentar defesa, que será analisada no julgamento do mérito da representação.
Para Ivan Valente, a propaganda não faz referência a nenhum candidato ou candidata em específico, e tem apenas o objetivo de chamar a atenção da população para as campanhas eleitorais milionárias, financiadas sobretudo por bancos e empreiteiras – historicamente, os maiores financiadores de campanhas no país. “O financiamento privado coloca uma amarra no governante e deixa as portas da administração pública abertas para a corrupção. São incontáveis no país, em gestões dos mais diferentes partidos políticos, os casos de favorecimento econômico em prefeituras decorrentes de apoios e compromissos firmados anteriormente, durante a campanha eleitoral. É por isso que nós defendemos o financiamento público exclusivo de campanha. Só isso garante a independência dos candidatos”, afirma Ivan Valente.
A defesa do financiamento público de campanha é uma das principais bandeiras da campanha “São Paulo é Valente”. No início do processo eleitoral, o candidato lançou um desafio aos demais concorrentes à Prefeitura de São Paulo: não aceitar recursos de empresas privadas, sobretudo das que tenham relação direta com a administração local. Nesta segunda-feira, militantes do partido realizaram uma bem humorada manifestação contra o financiamento privado e a corrupção no centro da cidade.
Veja o vídeo que o PT quer proibir:
Veja a repercussão na imprensa:
Folha Online: Justiça nega pedido da campanha de Marta contra propaganda do PSOL
Portal G1: Justiça nega liminar que PT pediu para barrar vídeo do PSOL
Portal Terra: SP: juíza nega pedido para tirar propaganda do ar
A rede Gazeta cancelou o debate entre os candidatos a prefeito de SP que estava previsto para o próximo domingo, dia 24 de agosto. O motivo alegado foi a ausência anunciada dos candidatos Geraldo Alckmin e Marta Suplicy. A campanha Ivan Valente lamenta a decisão da emissora e também a postura desses dois candidatos, que deliberadamente visam impedir o livre confronto de idéias e projetos nesta eleição. Para a campanha Ivan Valente todos os espaços de debate são válidos e necessários, por isso, tem comparecido em um conjunto de agendas, não só nas emissoras de rádio e TV, mas também em atividades promovidas pelos movimentos sociais e outras entidades.
Por outro lado, a Rede Bandeirantes já confirmou a data do seu segundo debate, será no dia 11 de setembro, às 22 horas. Outra emissora que fará debates é a Record, com data prevista para o dia 28 de setembro. A Globo programou seu debate para o dia 02 de outubro.
Já a Gazeta, para compensar o cancelamento do debate, fará entrevistas de 12 minutos com cada candidado no jornal da Gazeta, que vai ao ar de segunda a sexta às 19 horas, a data em que Ivan Valente vai ainda não está confirmada.
O PT entrou com uma representação contra uma das inserções do PSOL na propaganda eleitoral de TV. Na peça, veja abaixo, o PSOL questiona o financiamento privado das campanhas, o modelo tradicional de receber de bancos e empreiteiras que continua sendo usado pela maioria dos partidos. (veja matéria publicada na Folha de S. Paulo de hoje: Doações “ocultas” somam 72% da verba de candidatos em SP .
Veja o vídeo que o PT quer tirar do ar.
Matéria publicada hoje no jornal Folha de S. Paulo (veja abaixo) aponta que a maioria dos candidatos a prefeito usaram do expediente de doação indireta para encher os cofres de suas campanhas. Esse tipo de doação permite que as empresas e os candidatos não se exponham, porque não há publicidade oficial da contribuição no site da Justiça Eleitoral na internet nem na prestação da campanha do candidatos. Essa é a malandragem encontrada para nao vincular publicamente os interesses das empresas doadoras com o candidato que recebe. O PSOL e a campanha Ivan Valente prefeito tem alertado que saber como funciona o financiamento de campanha é decisivo para entender como se comporta o governante depois de eleito. Para o PSOL o financiamento privado, dos grandes bancos, empreiteiras e outras corporações é uma fonte de corrupção e significam um argola no pescoço do candidato. Não é à toa que os candidatos tentam burlar a prestação de contas para ocultar a presença dessas grandes corporações. É preciso seguir o rastro do dinheiro, seguindo o dinheiro você saberá quem o candidato representa nessas eleição. Veja abaixo a reprodução da matéria de hoje da Folha de S. Paulo. (Redação do Blog)
ELEIÇÕES 2008/ PRESTAÇÃO DE CONTAS
Doações "ocultas" somam 72% da verba de candidatos em SP
Dos R$ 9,047 mi levantados pelas campanhas, R$ 6,5 mi entraram indiretamente
Dos R$ 6,4 mi que Kassab disse ter arrecadado, 94% foram obtidos com doações indiretas; Marta recebeu R$ 300 mil por esse mecanismo
RANIER BRAGON
EM SÃO PAULO
A divulgação da primeira prestação de contas parcial das eleições deste ano mostra que 72% do dinheiro doado aos 11 candidatos à Prefeitura de São Paulo foi feito de forma indireta, o que dificultará -e, em alguns casos, impossibilitará- a futura identificação entre doador e candidato.
Dos R$ 9,047 milhões reunidos pelas candidaturas, R$ 6,5 milhões entrou por meio desse mecanismo, popularizado nos últimos anos, no meio político, como forma de atender a empresas que não querem ter o nome associado aos políticos para os quais contribui.
Terceiro nas pesquisas de intenção de voto, mas líder na arrecadação, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) foi aquele que mais usou o expediente. Dos R$ 6,4 milhões que disse ter arrecadado, R$ 6 milhões ocorreram de forma indireta, o que representa 94% dos recursos.
Líder nas pesquisas, Marta Suplicy (PT) também foi contemplada com doação indireta -R$ 300 mil do R$ 1,6 milhão que afirma ter arrecadado.
A legislação eleitoral permite que as doações sejam feitas dessa forma. "É uma doação indireta. Dificulta a contabilização, mas não é irregular. (…) Acho que é feito para dificultar mesmo. Não chega a ser uma ocultação da contabilidade, mas dificulta (…) saber exatamente quem está doando, quem não está doando", afirmou o procurador-regional eleitoral de São Paulo, Luiz Carlos Gonçalves.
O "drible" para não ter o nome vinculado diretamente ao candidato funciona assim: as empresas ou pessoas físicas que quiserem fazer doações aos candidatos a prefeito podem fazer de quatro maneiras:
1) diretamente para o próprio candidato, o que "carimba" claramente a doação como "dinheiro da empresa tal para o candidato tal"; 2) ao "comitê financeiro municipal para prefeito", o que também "carimba" a doação; 3) ao "comitê financeiro municipal único"; ou 4) ao partido político.
As duas últimas opções dificultam muito ou inviabilizam completamente a identificação de qual empresa ou pessoa doou para cada candidato. Isso ocorre porque, ao repassar a doação ao candidato, o "comitê financeiro municipal único" e o partido político não precisam fazer, em suas prestações de contas, a ligação clara entre doador e beneficiário. Geralmente, eles misturam todas as doações em uma coluna de receitas e, então, listam a coluna de despesas, sem estabelecer uma ligação clara entre elas.
Além disso, enquanto os candidatos e os comitês apresentam suas prestações de contas em um período curto após as eleições, a dos partidos políticos é entregue somente em abril do ano seguinte.
Os dados colhidos pela Folha no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se referem à arrecadação e gastos declarados até o dia 6 deste mês pelas candidaturas. Nova parcial tem que ser apresentada em 6 de setembro. A última declaração, final, acontece após as eleições.
Um ato bem humorado, realizado pelo PSOL e pela campanha Ivan Valente denunciou o financiamento privado das campanhas, o dinheiro que vem dos banqueiros e das empreiteiras e depois é cobrado em dobro dos governantes.
Com muito bom humor e empolgação os militantes do PSOL fizeram, no início da tarde desta segunda-feira, dia 18, um ato para denunciar o financiamento privado de campanha e a corrupção. Pelo menos 60 militantes do PSOL, além de candidatos a vereador e o candidato à Prefeitura de São Paulo, Ivan Valente, participaram do ato.
Leia a matéria em nosso site:
PSOL denuncia corrupção e financiamento privado de campanha
Veja abaixo algumas fotos do Ato:
Ivan Valente comandou o ato que teve a participação da militância do PSOL encenando as tradicionais figuras das eleições: o banqueiro, o empreiteiro e os candidatos com a corrente no pescoço. (Foto: Roney Domingos - G1)
O banqueiro
O candidato
A candidata
O candidato de verdade. Ao final do Ato, Ivan Valente conversou com a população e destacou o financiamento privado como um dos principais mecanismo de corrupção na política. (Fotos: Ana Claudia)
Ivan Valente participou hoje de uma carreata, seguida de visitas ao comércio da Vila Brasilândia, depois foi para uma panfletagem no Bairro da Santa Cecília. À tarde, participou do Seminário sobre programa de governo promovido pelo PSTU e ainda esteve na Plenária de Lançamento da candidatura de Miguel Carvalho a vereador. Veja abaixo as fotos.
Com o candidato a vereador Alex Mota, visita ao comércio da Vila Brasilândia e conversa com os moradores do bairro
Com Baltazar Sena, um dos candidatos do PSOL a vereador, visita ao bairro da Santa Cecília.
Ivan Valente participou do Seminário sobre Programa de Governo promovido pelo PSTU. Na mesa do ato, Dirceu Travesso candidato a vereador pela coligação Uma Alternativa de Esquerda Para São Paulo - PSOL/PSTU
Com Plínio, Ivan esteve presente na Plenária de Lançamento da Candidatura do presidente estadual do PSOL, Miguel Carvalho, para vereador