Arquivo de Julho de 2008

Coletivo de Campanha

Ivan Valente na linha de frente!



O candidato à prefeitura de São Paulo, Ivan Valente (PSOL), participa hoje, dia 31, do 1º debate televisivo das eleições municipais 2008. Ao todo serão oito candidatos apresentando suas propostas para a solução dos problemas da cidade. O debate terá início às 22 horas pela Band.

O candidato à prefeitura de São Paulo, Ivan Valente (PSOL), participa hoje, dia 31, do 1º debate televisivo das eleições municipais 2008. Ao todo serão oito candidatos apresentando suas propostas para a solução dos problemas da cidade. O debate terá início às 22 horas pela Band.

Para Valente essa é uma excelente oportunidade de garantir o debate democrático entre os candidatos à prefeitura. “Queremos aproveitar o debate para apresentar o PSOL, apresentar nossas propostas programáticas para São Paulo e dialogar com o povo. Se houver a oportunidade também vamos aproveitar o espaço para descortinar as contradições dos nossos adversários”, disse.

O debate será dividido em cinco blocos. No primeiro, os candidatos respondem a uma mesma pergunta formulada pela produção da Band, nesta ordem: Gilberto Kassab (DEM), Paulo Maluf (PP), Marta Suplicy (PT), Renato Reichmann (PMN), Ciro Moura (PTC), Geraldo Alckmin (PSDB), Ivan Valente (PSOL) e Soninha (PPS).

No segundo e no terceiro blocos, quem formula as perguntas são os próprios candidatos, invertendo a ordem do primeiro bloco. Os candidatos terão 30 segundos para formular a pergunta, um minuto e meio a resposta, um minuto para a réplica e um minuto a tréplica.

No quarto bloco os jornalistas Zé Paulo de Andrade e Fernando Vieira de Melo vão se revezar nas perguntas aos candidatos. A ordem foi definida de acordo com sorteio. Ivan Valente será o quarto a ser questionado pelo jornalista. O quinto bloco será dedicado às considerações finais. Cada candidato terá um minuto para avaliar o debate e deixar seu recado final aos eleitores. A ordem inversa do primeiro bloco.

O debate será transmitido ao vivo por toda Rede Bandeirantes de rádio e televisão e terá duração média de 2 horas.

  Bandeira do PSOL tremula no centro da cidade (Fotos: Bruno Portuga)

Ivan Valente e alguns dos nossos valorososs candidatos a vereador em SP

Ivan Valente e alguns dos nossos candidatos a vereador em SP

Diálogo direto com a população de São Paulo

admin

Pintou sujeira

glauco

Glauco na Folha de S. Paulo de hoje

Coletivo de Campanha

Rodízio de caminhões: mais soluções paliativas

Entrou em vigor o rodízio de caminhões no centro expandido. Esta medida da Prefeitura extende para os caminhões a restrição de circulação que é válida para os carros.

A medida improvisada é mais um lance da administração demo-tucana diante da gravidade que se tornou o problema do trânsito em São Paulo. E novamente ataca as conseqüências e não as causas.

Como mais um rodízio a melhora é temporária. Sem enfrentar a cultura do automóvel e investir maciçamente em transporte coletivo a tendência é que as ruas continuem entupidas, além de acarretar o encarecimento do preço das cargas que chegam à cidade.

O rodízio de carros é exemplo maior que políticas de restrição de automóveis de nada adiantarão se não for enfrentado o poderoso lobby da indústria automobilística. Com setecentos carros novos por dia, mais que o número de nascimentos de paulistanos diários, o rodízio se torna paliativo.

Na outra ponta o investimento em transporte coletivo deve ser prioridade. A utilização indiscriminada do automóvel decorre da comparação óbvia: hoje, o carro é mais rápido, mais móvel e mais flexível que o transporte coletivo. Muitas vezes é até mais barato a depender das tarefas que a pessoa deva cumprir por dia e seus fluxos.

Não se resolve o problema do trânsito restringindo o carro, mas dotando o ônibus, o meio de transporte mais utilizado pelos paulistanos das características que tornam o carro a escolha privilegiada de mobilidade.

É preciso deslocar o ponto do debate e ter coragem para enfrentar as causas. Recentemente tem voltado a circular uma proposta que enfrenta o problema principal.

Ela foi apresentada no governo de Luiza Erundina por Lucio Gregoni, secretário de transportes à época. O princípio basilar não poderia ser mais simples; o ônibus deve ser um meio de transporte mais rápido, eficiente e móvel que o carro.

Inverte-se o pressuposto. Todos os candidatos discutem o trânsito sob o ângulo dos automóveis. É preciso restabelecer a mobilidade das pessoas, ou seja, o cerne do problema é dar condições para que o cidadão tenha respeitado e ampliado o seu direito de ir e vir.

A melhor proposta para enfrentá-lo é retomar um debate interrompido que ia no cerne dessa questão: a tarifa zero.

Em outro post, retomaremos essa proposta.

Coletivo de Campanha

Máquinas eleitorais e financiamento de campanha

É fato que as campanhas se tornaram extremamente profissionalizadas. Mas, quando isso vem à tona demonstra o quão parecido ficaram os partidos tradicionais.

Reportagem assinala que o PSDB investirá em “militância” nestas eleições. A militância vai entre aspas na matéria, dado o fato de ser o velho “cabo eleitoral” pago. Alckmin contrata cabo eleitoral para atuar em reduto do PT

Os tetos são ainda mais vultosos. Marta e Alckmin fixaram em 25 milhões os gastos de campanha. Isso sem falar na estrutura das candidaturas proporcionais que chegam, muitas vezes, a cifras exorbitantes.

O peso do poder econômico se tornou determinante nos processos eleitorais. O gasto dos candidatos e a prestação de contas deveriam ter a máxima exposição possível, pois fica claro que uma campanha milionária não tem boas consequências para o interesse público.

Por isso o financiamento público e a proibição do financiamento privado já seria uma boa medida de contenção dessa tendência anti-democrática. Antes disso, porém, os partidos deviam dar o exemplo.

Nossa candidatura lançou o desafio da fixação de um teto máximo de campanha e a proposta para que os demais candidatos recusem o financiamento de bancos, empreiteiras e empresas privadas. Todos se calaram.

É hora de atacar pela raiz a verdadeira causa da corrupção. E para isso é preciso coragem.

Coletivo de Campanha

Onde estão as vagas nas creches?

No mínimo curiosa a justificativa do Secretário Municipal de Educação, Alexandre Schneider, sobre o aumento de 49% da falta de vagas nas creches da Prefeitura. “A demanda cresce porque o serviço está sendo oferecido”. (Em São Paulo, déficit de vaga em creche salta 49%)

O que o Secretário afirma é que a melhoria do serviço pela Prefeitura piorou a falta de vagas. É mole?

É impressionante a capacidade de alguns gestores de mascarar a realidade com tinta cor de rosa.

Só as mães e pais que precisam de vagas nas creches sabem o drama de não terem com quem deixar os filhos.

São Paulo não ter zerado o déficit de vagas nas creches no decorrer de sucessivas administrações é um absurdo. O que a atual e as administrações anteriores fizeram foi reduzir as verbas para a educação.

Tá na hora de ser retomado o horizonte de que nenhuma criança deve estar fora da escola, das creches ao ensino médio.

Coletivo de Campanha

Cada vez mais iguais

Para os mais desavisados pode parecer que o PT e o PSDB vivem em luta constante, mas basta ver o número de cidades em que estão coligados para constatar que as coisas não são bem assim. Belo Horizonte é o caso mais notório, com uma aliança informal que envolve o governador tucano Aécio Neves e o prefeito petista Fernando Pimentel em apoio ao ex-secretário de Ciro Gomes (quando Ministro de Estado da Integração Nacional), Márcio Lacerda (PSB), um dos envolvidos no escândalo do valerioduto em 2005. Afora BH, matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo desta última terça-feira aponta que PT e PSDB se uniram em 1.130 cidades para eleições, segundo levantamento preliminar do Tribunal Superior Eleitoral. Ou seja, estão aliados em 1 de cada 5 municípios brasileiros—não dá pra dizer que são exceções.

Não bastasse toda a aproximação programática do PT ao PSDB nos últimos anos, sobretudo em se tratando de política econômica, com o governo Lula mantendo a ferro e fogo os pressupostos que orientaram o modelo econômico adotado por FHC, vemos que toda verborragia de inimigos não resiste há uma confrontação prática. Na verdade, a rivalidade na disputa nacional foi reduzida ao controle da máquina pública, sem grandes diferenças entre propostas e projetos, isto é um indicador da facilidade encontrada pelos dois partidos em se unirem em grande escala pelo Brasil adentro.

Os dados apontam também a definitiva diluição programática do PT: se para o PSDB historicamente as alianças sempre foram uma questão de oportunidade eleitoral, o PT até algum tempo ainda tinha algum critério ao definir seus parceiros para as eleições. Agora, como os números indicam, o que vale é o cálculo eleitoral pragmático. Enfim, o PT continua trilhando o caminho de reiterar a política como um grande balcão de negócios, e o que é pior, sem o menor constrangimento.

Clique aqui para ler a matéria do Estadão

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